domingo, 27 de junho de 2010

Tua Ausência


De noite abri os olhos lentamente,

Olhei ao meu redor e tu não estavas.

Procurei um sinal de ti

E nem sinal do perfume que usavas.


Tentei sentir o calor do teu corpo,

Presente na minha almofada.

Não havia sinais de ti,

Nem da tua voz me chamando na estrada.


Segui até a janela.

Imaginei-te no divã do jardim.

Ao me deparar com a tua ausência,

Clamei em pranto sem fim.


Refletido no lago,

Vi o brilho do luar.

Invejei a lua por teu corpo poder acariciar.


Chorando, perguntei a escuridão da noite o porquê da tua partida.

Abandonando-me e acabando com a minha vida.


Deparei-me imundo, sem a tua presença.

Pedindo a deus a tua volta,

Não perdendo a crença.


Senti necessidade de ouvir a tua voz,

Nem que fosse a última oportunidade.

Poderia partir de seguida,

Para o mundo da imortalidade.


Derrubado pela dor,

Escorria meu sangue pelo chão.

Revirando meus olhos,

Esperando o último bater do coração.


Agarrava aquela rosa negra

Que numa tarde me ofereceste.

Encarcerando seus espinhos na carne,

Perguntando porque me esqueceste.


Pedias-me para voltar e ao longe vi um clarão.

Olhei mais de perto e o teu vulto esticava-me a mão.

Ajudaste-me a levantar e corremos juntos pelo inferno.

Jurando com sangue, saliva e suor que nosso amor seria eterno.

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